sábado, 29 de setembro de 2007

Robywood

Isto é que é mesmo fodido.

Agaaarró!!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

NGC 6302, Bug Nebula



Não se vê, mas sabe-lo bem.
Marcaste-me bem e fundo.
Não o esperava. Pelo menos para já.
Quero marcar-te assim.
Pelo menos.


Pasmem-se

Pois se pensavam que era lenda, aqui está: a telefonia mais feia de que há notícia.
Dizia também a lenda que, em tempos, se juntou um grupo de amigos e tiveram de encomendar uns frangos.

domingo, 23 de setembro de 2007

Canção do Engate

tu estás livre e eu estou livre e há uma noite para passar porque não vamos unidos porque não vamos ficar na aventura dos sentidos tu estás só e eu mais só estou que tu tens o meu olhar tens a minha mão aberta à espera de se fechar nessa tua mão deserta vem que o amor não é o tempo nem é o tempo que o faz vem que o amor é o momento em que eu me dou em que te dás tu que buscas companhia e eu que busco quem quiser ser o fim desta energia ser um corpo de prazer ser o fim de mais um dia tu continuas à espera do melhor que já não vem e a esperança foi encontrada antes de ti por alguém e eu sou melhor que nada

É de amigo...

Há quem vá para ver as motas.
Há quem vá para tirar fotos às brasas que por lá andam.
Há quem fique a "torrar" ao sol do Estoril porque se lembrou dos amigos.
Há quem tenha feito tudo isto.

sábado, 22 de setembro de 2007

Porque será que te imagino assim?


Já não falta muito...



Porra, qualquer dia estamos "espetados" nas 866. Mil.

Ou será que já passámos?

sábado, 15 de setembro de 2007

Santa Ignorância


Espantem-se com esta notícia.
Quando alguém pensa que no Alentejo só se descansa à sombra de um chaparro, é ignorante, só pode. Esses seres autóctones sempre foram mais evoluídos do que a maioria da mamiferagem pensa. Agora já se vão convencendo, mas demoraram uns anos valentes.
São também esses seres dotados desta dose de ignorância que fazem circular nesta aldeia global, um certo anexo que publicita uma marca, pouco conhecida, de pastilhas elásticas “KonaCreme”. Já vos deve ter chegado à vossa caixa de e-mail.
E aí reside essa ignorância.
Não sabem (vê-se logo) que a planta que empresta os seus componentes para a elaboração deste produto é fruto de um apuramento de estirpes variadas.
Comummente conhecida como Pachachoila (pachacha realis, uma flor da família das Papaveraceae), representa o conhecimento transmitido através de gerações e gerações de cultivadores, em que a intenção final é obter o melhor que nos oferece a natureza, utilizando sempre métodos e técnicas naturais.
E é no Alentejo que se preservam estes métodos e se consegue esta qualidade apurada, tal como se observa na foto.
Ultimamente têm sido descobertos outros exemplares, oriundos das zonas mais iluminadas de alguns grandes centros urbanos, que se crê, no seio da comunidade científica que estuda este fenómeno biológico, serem também fruto de uma tentativa de apuramento de raça, nalguns casos de superior qualidade, mas são casos isolados, chegando até a ser associados a lendas e mistérios como os das sereias, pelo prazer que se sente aquando da sua degustação.


Erro OrCÚgráfico



Podiam, ao menos, tentar escrever as coisas como devem de ser.
Por acaso até foi p'rás nalgas...
Doíam, mas já passou.

O Efeito "Torradeira"

Era uma vez um mamífero que andava “com as ventas cheias de esterco” e queria aplicar o Factor SPAC (Saltar Para A Cueca) numa mamífera. Acontece que esse mamífero conseguiu, nem sabe muito bem como, arranjar dois bilhetes para um concerto.Telefonou à mamífera, convidou-a para jantar num restaurante daqueles que não servem só hambúrgueres de plástico, daqueles que têm velas e tudo, foi buscá-la a casa, de “Estrela”, um clássico, mas afinado (sim, porque de carros percebe ele) e, depois de meia dúzia de copos de vinho, verbalizou o seu cio, dizendo-lhe - Tenho aqui dois bilhetes para um concerto. – acenando-lhe com os ditos. – ‘Tá bem, vamos. – anuiu a casta donzela, depois de se inteirar dos pormenores. – Olha – atalhou o galã – por falar em concerto, vamos dar uma queca. – revirando já os olhos e o lábio superior, ao mesmo tempo que emitia grunhidos, tornando quase imperceptíveis estas palavras.
O final ainda não se sabe, mas devem ter fumado um cigarrinho.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Robywood

Ena Pá 2000 - Marilu

O Snack do Roberto

Pegue num biscoito salgado.
Cubra com um pedaço de queijo ou manteiga.
Coloque por cima um camarãozinho do Roberto.
Leve para aquecer, assim o queijo ou a manteiga
derrete e o Roberto desperta.
Agora é só saborear e aguardar a surpresa.

domingo, 2 de setembro de 2007

Gude bái, férias

Nunca tinha tido umas férias como as deste ano. Nunca.
Foram um misto de trabalho, puro lazer e divertimento e de total descanso, na melhor companhia. É claro que a(s) pessoa(s) que tive à minha volta contribuiu(ram) para que isso acontecesse.
Gozei este ano umas férias fora do normal a que estava habituado, onde, na maioria das vezes, não tinha aquele tempo para realmente descansar e fazer aquilo que me dava na realíssima telha.
Hoje (data da postagem) é para mim, tal como para muita gente, o último dia oficial de descanso, o que nos traz alguma nostalgia, mas pronto, p'ró ano há mais. Estou certo que cada vez serão melhor.
Não estou triste, estou nostálgico, porque nunca tinha tido umas férias como as deste ano. Nunca.

A insustentável subtileza da dor de cabeça

Há já alguns dias que ando preguiçosa. Busco as razões para tal fenómeno, mas, por preguiça, afasto-me de pensamentos mais elaborados e continuo a fluir na maravilhosa tentação preguiçal. Assim tem sido.
Passeando-me por este internético local deu-me, assim sem mais, uma incontrolável vontade de contribuir com mais uma das minhas opiniões.
Lembram-se que quase vos prometi abrir, por aqui, um espacito onde poderia dar voz às minhas considerações sobre a maravilhosa arte de ser gaja? Ora então cá vai.
Diz-se por aí, à boca cheia, que as dores de cabeça que nos atormentam a vida são fingidas e excessivamente frequentes. Ora, ora... Fingidas? Nada disso! A verdade é dura, mas parece-me que está na hora de a explicar ao mundo. Porque será que nos damos ao trabalho de fingir uma situação que não existe e, ainda por cima, pelo menos uma vez por semana? É fácil!!! É mesmo!!!
Simpáticos entes do género oposto, a verdade é única e absoluta.
A razão da nossa dor é a vossa incapacidade, quase inata, de serem consistentes tanto nos actos como nas palavras.
Mandamo-vos para o trabalho de banho tomado, barba feita, pele hidratada, perfumados, barriguinha cheia dos mais variados petiscos e com aquele beijo molhado e prometedor dado mesmo à saída.
Até aqui tudo perfeito.
As horas passadas no nosso emprego (sim, porque nós também trabalhamos) teimam em correr de forma lenta e dolorosa. Esperamos aquela mensagem que nos faça lembrar os tórridos minutos da noite anterior e a dita tarda em aparecer. Por fim, furiosas com a espera, decidimo-nos por vos enviar aquela frase lapidar que só os dois conhecem e aguardamos a resposta. Cento e vinte e três minutos depois, eis que a desejada aparece. E o que diz? "Para mim, também, foi bom". O quê? Bom?? É só isto que têm para nos dizer?
Decidimos desculpar a coisa. Provavelmente está enterrado em papelada ou está em alguma reunião com o Director e a respectiva secretária que, só por acaso, é um mulherão.
Esperamos, em casa, a entrada triunfal de alguém que, a esta altura dos acontecimentos, já percebeu o erro que cometeu.
E eis que chegam...
Suados e sem aquele cheirinho a perfume. Desculpam-se pelo atraso alegando a incompetência do chefe. E como se não bastasse, perguntam pelo jantar.
O jantar? Qual jantar?? (E nós à espera que nos levassem a jantar fora para se redimirem do seu erro.)
Inventamos umas batatas fritas com ovos estrelados e salsichas e empanturramo-nos para aliviarmos o amuo.
Sentamo-nos no sofá dispostas a ver mais um capítulo da telenovela e, invariavelmente, somos presenteadas com a mudança sistemática de canal.
Deitamo-nos, sós, para vos dar o previlégio de verem o que querem e durante o tempo que querem.
Adormecemos, ou então, deixamo-nos embalar por aquela sensação de meio cá meio lá.
Estamos nisto quando sentimos aquela patorra a subir pela perna.
Ai agora? Pois, agora não nos apetece. Agora querem, não é? Pois, agora não nos apetece. Andaram o dia inteiro a ignorar-nos e agora é que se lembram? Pois, agora não nos apetece. Andaram o dia inteiro sem nos lembrar o quão somos maravilhosas, lindas, boas, enfim... e agora esperam o quê? Pois, agora não!!!
E pimba...
"Dói-me a cabeça. Acabei de tomar um comprimido e quero ver se isto me passa."
E por via das dúvidas, não seja o caso de não termos sido entendidas, sussurramos um "Até amanhã" definitivo e cruel.
Fingidas??? Nada disso. São, apenas, o reflexo da vossa inconsistência.

sábado, 1 de setembro de 2007

Camarinha do Zêzere

Tenho amigos. Fico muito feliz por isso.
Sou de trato fácil. Penso eu, sem falsas modéstias.
E vendo bem as coisas até é bom porque, de alguma forma, este sentimento nos induz a sermos assim realmente, embora se tenham de salvaguardar as devidas excepções.
Por isso sei que tenho amigos. Amigos dos mais variados géneros e para os mais variados fins. Sim porque não são todos iguais.
Mas gostaria de destacar um que fiz há coisa de uns sete anos, desde que me mudei para onde resido actualmente. Conhecemo-nos por imposição profissional e essa amizade “saltou” para as vivências extra-profissionais, crescendo e reforçando-se cada vez mais com o passar do tempo.
Num destes dias, dei por mim a pensar nisto e cheguei à conclusão que a nossa relação é quase familiar: para ele, eu sou o seu irmão que nunca teve (mais novo) e para mim ele é o irmão mais velho que não tenho. Com todas as “obrigações e requisitos” que cada posição exige a cada um, em função do outro.
Por já termos passado juntos, durante todo este tempo, por várias situações, apertões, confissões, alcatrões, garrafões e outras tentações, a grande maioria delas, boa, acho que é mesmo isto. Somos quase, quase irmãos.
A última situação não aconteceu há muito e foi agradavelmente delirante.
Estava em minha casa, acompanhado por este amigo e a minha camarada de insónias, numa das muitas tertúlias que lá tenho o enorme prazer de organizar, com uma bebida por companhia, a discutir a solução para todos os males do Mundo, quando decidimos, por um qualquer motivo, pedir a opinião de determinado assunto ao Roberto. Sabíamos de antemão que este meu conviva tinha cortado relações com o Roberto (as conversas entre eles deixavam o meu amigo mole e sem sensibilidade), mas pronto falámos só nós.
Ainda lhe pedimos a opinião umas quantas vezes, e o meu amigo nada, nem lhe dirigia a palavra, nem sim, mas também nem não. Mas como esta história de falar e ouvir, e ouvir e falar tem muito que se lhe diga, todos acabámos a noite convencidos que tínhamos tido um trabalhão, mas conseguimos encontrar a solução para alguns dos males, o que nos deixou extremamente alegres, contentes e com a sensação de dever cumprido.
Até que o meu amigo decidiu involuntariamente adoptar, por outras vias, alguns dos raciocínios vaticinados pelo Roberto, o que o deixou também muito feliz.
Como não conseguimos resolver tudo, p'rá próxima vamo-nos dedicar a outro assunto. Talvez possamos ver o que podemos fazer pelos nossos políticos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Olhem, afinal isto é qu'é mesmo fodido. É isto.




Parece o Crocodile Dundee. Lembram-se?
Só que ao contrário.

Isto é qu'é mesmo fodido.




Conhecem o Malamen?

Isto é fodido...


segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Descuido compelido

Temos por vezes descuidos, é verdade.
Na maioria das vezes sabem-nos bem, outras vezes é apenas uma desculpa, a do descuido, mas invariavelmente alivia-nos e, em algumas situações, provocado ou involuntário, deixa-nos embaraçados se estivermos acompanhados: “Ah e tal, peço desculpa, mas o meu esfíncter tem andado um pouco rebelde. Talvez seja melhor chamarmos o INEM para assistir o Carlos, que é um pouco fraquito dos pulmões.”.
Pura desculpa. Já sabíamos que estávamos “à rasca” para aliviarmos a pressão intestinal, mas decidimos tirar partido da situação e martirizarmos até ao desmaio o gajo que papou a última empada de galinha que estava na mesa. “Ah é?! Pois agora nem vais ter tempo de a saboreares.”.
Ou então (também muito eficaz) alivia-se a pressão da tripa ao pé do mesmo gajo e, se heroicamente não chegar a desmaiar, pode-se sempre atirar com a autoria do feito para o mesmo mamífero.
E com a prática, desenvolvemos estratégias admiráveis, algumas delas exclusivas, que alongariam em demasia esta cogitação.
Mas há mesmo descuidos irreflectidos. Acredito que sim.
Numa destas noites de “triálogos” com o amigo Roberto, cheguei à conclusão que por vezes o descuido também pode ser compelido. É verdade.
Após várias investidas na dissertação robertiana, um dos membros desta tertúlia, lembrou-se que estava na hora de saciar o seu apetite com uma iguaria olisiponense e, distraída com o calor da conversa, compôs uma nova variante para este acepipe, que mesmo sem o degustar, ofereceu quase de imediato ao reservatório dos resíduos sólidos.
É o que se vê. Podia ser pior.

sábado, 18 de agosto de 2007

Singela homenagem

Quando há alguém que parte é sempre duro, é sempre triste. Velho ou novo, doente ou mesmo com saúde, por uma outra infelicidade qualquer, é sempre triste, é sempre duro. Até pode ser que nunca tivéssemos conhecido pessoalmente aquela que partiu, que não fosse do nosso círculo de amizades, até mesmo só de ouvirmos falar e de acompanharmos de alguma forma a sua vida, relatada por uma ou outra pessoa que nos é mais chegada, mesmo sua amiga.
Pois é mesmo essa a situação.
Sinto que quase a conhecia e partiu. Até já tinha uma cara, uma fisionomia sua gravada na minha memória, que era a que usava para a identificar cada vez que me falavam dela.
Sinto que quase a conhecia porque também partilhava e partilho as alegrias e tristezas de quem a conheceu uma vida, sempre que me fala do que viveram juntas, dos azares e das sortes que esta coisa do viver nos oferece.
Sinto que quase a conhecia e, como partiu, também eu estou triste.
E é nestes momentos de morte que devemos dar ainda mais valor à vida, a toda a vida que nos rodeia e pensar, durante esta efémera existência, se valerá a pena andarmos com guerras ou outras merdices do género ou se o que queremos mesmo é tirar partido da vida e sermos felizes.
Pessoalmente já há muito que escolhi a segunda opção
À minha maneira, lembro-me de ti. Lembrar-me-ei sempre de ti.
Até um dia.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O Complexo Calimeriano


Observei atentamente o blog para o qual vou contribuindo sempre que a "arte" e o tempo mo permitem. Dei por mim a pensar que estas conversas andam excessivamente masculinas. E vai daí decidi arranjar uma secção feminina.
Calma, calma...
Não vou colocar por aqui conselhos amorosos nem vou abrir espaço à discussão dos modelitos a usar na próxima estação Outono/Inverno. Nem pó.
Decidi-me por despejar neste local algumas magníficas considerações sobre a árdua tarefa de ser gaja.
Ser mulher é um daqueles empregos a tempo inteiro e extremamente incompreendido, principalmente pelos elementos do género oposto. Não acreditam? Ai não?? Então examinemos os fundamentos deste meu profundo lamento:
1) Quem é que nos entende naqueles 3, 4 ou 5 (no máximo) dias do mês??? Ninguém! Nem nós!!!
2) Quem é que entende aquela necessidade, quase intrínseca, de usarmos sapatos de salto altíssimo apenas com o objectivo de dar cabo da carola aos gajos com o nosso andar sexualmente bamboleante??? Ninguém! Nem nós!!!
3) Quem é que entende a cuequinha fio dental que teima em alojar-se nos mais mirabolantes locais do nosso artístico corpinho??? Ninguém! Nem nós!!!
4) Quem é que entende que, na verdade, a única coisa que pretendemos é deixá-los imaginar o que está escondido debaixo dos trapinhos escolhidos a dedo??? Ninguém! Nem nós!!!
Pois é...
Mas o que é mais incompreensível no meio de tudo isto é que o fazemos, não para eles, mas sim para ELE. Os outros são apenas vítimas desta nossa vontade avassaladora de sermos o alvo de todos os pensamentos eróticos daquele que, vá lá saber-se a razão, elegemos como "O Tal".
Pois é...

Pré e Póslarica


quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Ausência

Vou sentir falta!!!
Vou sentir a tua falta!!!
As lembranças vão fluindo a uma velocidade quase impossível de digerir, mas, que queres, não consigo evitá-lo.
Vivemos juntas tantas coisas. Boas e más. Partilhámos momentos, minutos, horas, dias. Ouvimos músicas até nos doer a alma. Chorámos até os olhos não verterem nem mais uma gota. Rimos de tudo, de todos, até de nós... E lembro-me...
Lembro-me das tardes em minha casa, com a Janis em pano de fundo (sempre a Janis...), a conversa rolava, os amigos iam e vinham, entravam e saíam, a comida arrefecia nos pratos, os incontáveis cigarros, as jolas sempre barbaramente geladas, o Roberto por companhia... e nós.
Lembro-me das noitadas no Bairro Alto, dos concertos no Coliseu, da Festa do Avante... e nós.
Lembro-me de ti. Lembrar-me-ei sempre de ti.
Até um dia.

sábado, 11 de agosto de 2007

Bilarica


A Família Roberto

Robert Lee Frost (poeta)

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Teddy Bear

Cara amiga e co-postadora, maMOCAsilva, (comentário à postagem “Escrita em dia”).
De facto é verdade que os quilómetros perdidos muito dificilmente se recuperam, podem fazer-se outros, mas os mesmos não, embora com a devida vontade tudo ou uma grande parte se possa recuperar.
A verdade é que a procura destes Ursos nunca foi tão grande como a que afortunadamente se tem verificado nos últimos tempos; só se verificava este fenómeno nas prateleiras mais inferiores relegando o stock das prateleiras superiores para último plano, muitos deles ainda lá permaneciam desde o início.
Pelo que me tenho apercebido, o stock de Ursos da prateleira mais alta está em constante e rápida renovação, pela procura que se verifica deste artigo, ficando actualmente os outros, das prateleiras mais acessíveis, praticamente intocáveis e sem procura alguma.
A sugestão para recuperar os quilómetros de Ursos que poderá considerar perdidos será, em altura de entre um e outro Urso das prateleiras mais altas, ir consumindo alguns daqueles que se situam nas prateleiras mais acessíveis, a que todo o comum mortal chega, quando se aplica. O que se torna simultaneamente vantajoso, uma vez que liberta espaço para armazenar uma maior quantidade de Ursos de maior dimensão.
Desta forma, embora não se consiga efectivamente recuperar a totalidade, mas retoma-se de alguma forma o ritmo normal de consumo, sem necessidade de recorrer a outros métodos, muitas vezes prejudiciais à saúde física e psíquica.
Espero ter sido útil, agora nesta minha elucidação, como de futuro noutras, sempre que necessário.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Admoestação poliédrica

Cara amiga, Graciela de Amarante, (comentário à postagem “Escrita em dia”).
Felizmente ainda temos a sorte de comunicarmos utilizando a Língua Portuguesa, aqui neste nosso (por enquanto) cantinho da Europa. Não me considerando um conhecedor profundo deste veículo, apenas um comum utilizador, saltaram-me à vista algumas "facadas" que, certamente propositadas, deixam transparecer alguns traços de jovialidade, uma vez que os mais novos, por necessidade imposta pela utilização dos telemóveis, não perdem muito tempo com a correcta escrita desta nossa língua. E passo a citá-las:
1ª - contatar - no último Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa a 16 de Dezembro de 1990, ainda não se verificou a apócope da vogal c desta forma infinitiva, por tal se continua a escrever contactar;
2ª - na segunda sentença, a primeira pessoa da forma verbal estar ainda se escreve estou, quando muito, também por apócope da primeira sílaba, se pode escrever dessa forma, mas acompanhada por um apóstrofe 'tou e não tou;
3ª - por último e textualmente vomitado na postagem, as duas últimas frases anulam por completo esta sua dúvida e, se tivessem sido lidas com a atenção que merecem, teriam poupado algum tempo aos dois: "É favor deixarem os respectivos contactos nas charutadas. Paneleirices não, caralho!!! Só senhoras mesmo.".
De qualquer das formas, e se ainda se mantiver o interesse, aqui deixo alguns conselhos para uma eventual regularização quilométrica, que deverá ser iniciada durante a semana prévia ao embate:
- Ginástica matinal suave, 3 sessões de 5 minutos, intervaladas de pausas de 5 minutos, onde deverá flectir as pernas até conseguir aflorar (sem tocar por completo), com os calcanhares, ambos os lábios, a uma velocidade de duas flexões por segundo;
- Descanso de 30 minutos;
- Sessão de autoerotismopornográfico, durante 1 hora, onde poderá utilizar o que considerar mais conveniente, com vista a atingir 1 (um) orgasmo de 5 em 5 minutos;
- Administrar generosamente uma emulsão dermatológica para escoriações (tipo Halibut), aplicando-a directamente na zona pretendida e massajar suavemente em movimentos circulares, várias vezes ao dia, segundo a necessidade;
- No final do dia tomar um duche relaxante, resistindo à tentação de ligar o esquentador.
Muito agradecido.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Escrita em dia

Cientistas estabeleceram que a duração média de uma relação sexual é de 8 minutos.
O pénis entra e sai cerca de 28 vezes por minuto, o que perfaz um total de 224 vezes por cada relação.
Sabendo que o comprimento médio de um pénis é de 17 cms, uma mulher receberá portanto 3.808 cm por cada relação, ou seja 38 mts.Assim, qualquer mulher que faça amor 3 vezes por semana durante as 52 semanas por ano, receberá então 594.048 cms de pénis, ou seja, 5.940 mts.
Cara senhora: se, por algum acaso, não recebeu ou prevê não receber os seus 5.940 mts referentes ao ano em curso, o cavalheiro, autor desta postagem, está disposto, numa base de boa vontade e solidariedade, a ajudá-la a encontrar os metros ou mesmo quilómetros perdidos.
É favor deixarem os respectivos contactos nas charutadas.
Paneleirices não, caralho!!! Só senhoras mesmo.

O Mergulho

Estou de férias.
É verdade estou de férias.
Poderia relatar-vos saídas fantásticas nas noites Lisboetas ou, quem sabe, Algarvias; poderia descrever-vos paisagens soberbas com imensidões oceânicas de vários tons; poderia mostrar-vos fotografias tiradas em locais de sonho escandalosamente caros...
Poderia, mas não vou fazê-lo.
A verdade é que tenho passado uns dias dedicada, quase exclusivamente, ao culto do ócio. Não, não passo os dias sentada no sofá a ver televisão, nem tenho dormido doze horas por dia... Não tenho a cozinha a abarrotar de loiça por lavar, nem a roupa para passar a ferro ocupa as cadeiras da sala impossibilitando que qualquer outra pessoa, sem ser eu própria, se sente à mesa para disfrutar de uma refrescante refeição. Não, nada disso. Falo daquele ócio sentidamente pensado e pensativamente sentido (o trocadilho irrita-me, mas é o que mais se assemelha ao meu estado de espírito).
Que dias... Que noites...
Dias e noites vividos sem pressa, sem correrias, sem horas, sem minutos, sem segundos.
Dias e noites como nunca vivi.
Adormeço e acordo isenta de quaisquer beliscadelas mais profundas, daquelas que irritam, que magoam... Adormeço e acordo embrulhada numa profunda névoa de incríveis sensações.
E dou por mim a saborear cada momento. O maravilhoso café de frasco (que aroma), a salada feita à pressa e sem grandes rigores gastronómicos para mascarar a fome (que sabor), o cigarro fumado numa varandita minúscula (que prazer), o passar excessivamente rápido das horas ao longo das madrugadas (que pena)... Tudo, mas tudo.
E dou por mim com esta vontade de enaltecer a vida, a luz...
Até posso ouvir o meu racional pensamento a gritar bem alto "Será que é delírio?". Até o oiço ao longe, mas desfaço-lhe o som deixando surgir aquela vozita surda que teima em repetir "Não interessa se é delírio ou não... Cultiva estes momentos em ti mesma, vive-os e enaltece-os. Mergulha no desconhecido sem pressas, mas também sem medos. "
Oiço-a!!!
Uma vez mais mergulho em mim (em ti, em nós) sem pressa e sem medo.
Estou de férias.

A Família Roberto

Robbie Williams (cantor)

domingo, 5 de agosto de 2007

A Família Roberto

Roberto Carneiro (professor)

A Família Roberto

Robert Downey Jr (actor)

A Família Roberto

Robbie Williams (cantor)

A Família Roberto

Robbie Williams (cantor)

A Família Roberto

Robbie Williams (cantor)

Mereço-o

Oiço o Woman do Jonh Lennon e penso "Qualquer mulher a quem um homem dedica uma música assim só pode ser porque o merece". Penso, acredito sinceramente nisso e já o tenho dito.
Partindo desta permissa, fiquei embevecida. Embevecida com o que li!!!
E embevecida me embrenhei na ideia de, a mim, ter sido dedicado semelhante texto.
Embrenhei-me e no fim de tanto remoer o assunto, dei por mim a concluir: "Mereço-o!"

A Família Roberto

Robbie Williams (cantor)

sábado, 4 de agosto de 2007

Robywood

Ena Pá 2000 - Quero phoder contigo!!!

Ah, já agora...

Essa merda tem de acabar.
"Ah, já agora..."
Mas "Ah, já agora..." o caralho!
É uma merda que me fode.
Já aconteceu a toda a gente estar numa roda de amigos, quatro ou cinco, e aparecer um outro mamífero, que talvez até possamos conhecer de vista (ainda é pior), que é amigo de um ou de dois dos convivas daquela roda.
O que é que acontece?
O gajo chega, deseja uma boa noite a todos, cumprimenta os conhecidos e, por exigências da etiqueta, cumprimenta os outros que não conhece. Por acaso e por azar, situamo-nos no local mais afastado de onde foi a abordagem inicial do forasteiro e quando chega à vez de nos cumprimentar vomita a seguinte "Ah, já agora...", e estendem-nos a mão, para o respectivo cumprimento. E deixa-nos a pensar "Ah, já agora..." o caralho 'te foda, meu cabrão!, mas, pelas tais exigências da etiqueta (ou o caralho), lá apertamos a mão ao cabrão, sem nunca deixarmos de pensar como seria formidável, muito lógico e altamente educativo, partirmos os cornos ao infiltra.
Até parece que nos 'tá a fazer um favor.
Mete a mão no cú. Ainda se fosses uma gaja boa...

Robywood

Irmãos Catita - Drogado

A Luz

Pois é, caso não saibam, é mesmo verdade. Grande parte dos diálogos que mantenho com o Roberto fazem com que alguns raciocínios se clarifiquem, com que algumas ideias se arrumem, outras se desarrumem para se voltarem a arrumar e algumas certezas apareçam, não muitas, mas aquelas que fazem falta, pelo menos a mim.
Passaram já alguns dias, desde que, em conversa com o Roberto, fui iluminado com uma coincidente e curiosa reflexão. Pois essa reflexão foi sazonando ao longo destes sóis e destas luas de ócio, que teimam em passar tão rápido. Alourada de alguma forma pela fiel e oportuna intervenção do Roberto, é certo, mas criada na sua génese pelo autor destas linhas.
O produto final chegou-me hoje, em altura de recreio rodoviário, assim “Buum”. Mesmo assim. Naquela altura em que se pensa em tudo e em nada, vamos pensando apenas, para exercitar o conteúdo craniano. E atingiu-me como um raio, que me ia partindo e que sempre esteve ali à minha espera, espreitando com toda a paciência do mundo, à espera que eu concluísse o raciocínio.
Posso-me gabar e auto congratular de sempre ter tido mulheres, ao longo da minha (relativamente curta) existência. Vêm e vão. Sem intenção jocoso-erótica de trocadilho. Umas quase que antes de chegar já se foram embora; outras vêm, ficam algum tempo, que é sempre relativo, e vão. E depois há ainda aquelas mulheres que têm um lugar cativo. Um lugar muito especial nos nossos sóis, nas nossas luas (claro), nos nossos corações, nas nossas cabeças e em praticamente tudo o que fazemos.
E aqui o “grupo” divide-se em dois: A Mãe (como não podia deixar de ser) que já lá estava quando nascemos e que permitiu que tivéssemos esse lugar para ela e A Mulher (como também não podia deixar de ser), aquela que é nossa e nós somos dela, agora, neste momento, namorada, companheira, esposa, sem distinção.
Pois foi mesmo aqui nesta altura, que o raio do raio me acertou. Porra, mesmo em cheio.
Em data de coincidentemente ter de, com todo o agrado e felicidade (e algumas prendas à mistura, como compete), parabenizar estas duas pedras basilares da minha existência, explodiu-me na cabeça uma torrente de ligações, já estabelecidas pelo efeito do raio, que iam escavacando o tal recreio rodoviário, entre as quais orgulhosamente destaco uma, muito simples: a luz.
É a luz!
É a luz que me liga a elas duas.
Não o fenómeno físico que observamos todos os dias ou que artificialmente nos mostra o caminho a seguir, qualquer caminho.
É aquela luz que nos foi mostrada à nascença, quando nos pariram (é esse o termo), quando nos deram à luz, e quando ao longo dos anos, e enquanto vivam, nos foram e vão iluminando o caminho, enquanto não temos luz própria, para não tropeçarmos ou cairmos, e mesmo quando isso acontece, lá estão. Lá estão. Incondicionalmente (com as devidas reservas, claro). Mesmo já com luz própria.
E a outra luz. Ai a outra luz… Aquela que nos ofusca cegamente. Ainda há relativamente pouco tempo se acendeu e já me deslumbra como nunca pensei que fosse possível. A luz dos nossos olhos, da nossa cabeça, dos nossos corações, dos nossos sóis e das nossas luas. Aquela para quem nós laboramos com tudo o que sabemos para a manter viva, bem acesa e cada vez mais brilhante e poderosa. Mesmo quando a nossa vacila, se vacilar, por uma qualquer razão, lá está. Lá está. Incondicionalmente (com as devidas reservas, claro). E nos dá vontade de continuar a lutar.
Pois estas singelas linhas vão para essas duas luzes, é a minha modesta homenagem ao seu brilho, à sua existência e ao seu papel como mulheres e como seres humanos. Mais palavras faltariam para as descrever, é certo, mas aqui fica a minha declaração de incapacidade, de até me faltarem as palavras. Ficará para outra conversa.
Quero mantê-las acesas, bem acesas, por muito tempo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Uma questão de género.

Há uma merda que me anda a chatear (chatear que é como quem diz) a cabeça já há algum tempo. Não me faz muita mossa, mas é uma questão que gostaria de ver resolvida. Não que a sua resolução traga alguns benefícios de grande relevo ao curso normal das nossas vidinhas, mas acaba por, de alguma forma, nos deixar uma decisão algo pantanosa no momento de escolher e utilizar, no âmbito desta nossa língua riquíssima (expressão que também poderá dar pano para mangas) o género para um género alimentar (cá está, género): tomate.
Já tenho ouvido várias versões, mas continuo a pensar, talvez erradamente, que a minha é a que está certa, digo eu.
A(s) tomate(s), fruto do tomateiro, embora impropriamente considerado como legume pelos leigos, muito utilizado na cozinha mediterrânica. Género feminino;
O(s) tomate(s), geralmente utilizado no plural, visto, de uma forma mais vernácula e popular, fazer referência aos testículos, gonada sexual masculina dos animais sexuados produzindo as células de fecundação, chamadas de espermatozóides. Género masculino.
Ainda que me digam que estou errado e mo comprovem por A+B, continuo a considerar estranho dizer a um gajo, no momento de fazer uma salada ou um gaspacho e armado com uma faca "Epá, passa-me aí os tomates para pôr aqui". Se me dissessem isso a mim até era capaz de responder "Foda-se, é o dás. Mete os teus, olha que caralho!".
E mesmo que não responda, pensa-se sempre qualquer coisa de carácter menos gastronómico, do género a companheira perguntar "Amorzinho, trouxeste os tomates que eu te pedi?" e nós respondemos "Sim, amorzinho, claro que trouxe.", se bem o que nos apetece responder ou pelo menos pensamos é "Oh amorzinho, ando sempre com eles, como tu sabes, eheh." ou "Não, não trouxe os que pediste, mas trouxe os meus que são melhores, eheh" ou ainda "Não, amorzinho, os que pediste não havia, trouxe foi de porco...". E por aí fora.
Em resumo o que eu penso é que se fôr no feminino nos estamos a referir à tomate para alimentação, culinária, gastronomia; no masculino, os tomates, nos estamos a referir aos ditos, vulgo colhões.
Até é melhor assim, para não desviar certas conversas que se pretendem mais sérias, para uma segunda intenção mais erótico-pornográfica.
Os espanhóis é que têm verdadeiros problemas com estas merdas. Para eles los cojones são los huevos (ovos). Aí é que não há fuga possível com o género.
Chega inclusivamente a sobrar para nós, portugueses.
Tenho um amigo que precisou de comprar ovos, em Espanha, entrou numa loja e dirigiu-se muito educadamente à senhora, perguntando "Tiene huevos?", ao que a senhora lhe respondeu com um ar elucidativo "Yo no, pero mi marido si. Dos tiene."

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Robywood

Pink Floyd Reunion - Wish You Were Here

A Família Roberto

Robert Boyle (físico)

terça-feira, 31 de julho de 2007

Robywood

Stevie Ray Vaughan - Little Wing

A Família Roberto

Bobby Robson (treinador de futebol)

Outros Robertos

Robert E. Lee (general do exército dos EUA)

Outros Robertos

Robert Henke (músico)

Robywood

Janis Joplin - Piece of my heart