Parece o Crocodile Dundee. Lembram-se?
Só que ao contrário.
Quando há alguém que parte é sempre duro, é sempre triste. Velho ou novo, doente ou mesmo com saúde, por uma outra infelicidade qualquer, é sempre triste, é sempre duro. Até pode ser que nunca tivéssemos conhecido pessoalmente aquela que partiu, que não fosse do nosso círculo de amizades, até mesmo só de ouvirmos falar e de acompanharmos de alguma forma a sua vida, relatada por uma ou outra pessoa que nos é mais chegada, mesmo sua amiga.
Há uma merda que me anda a chatear (chatear que é como quem diz) a cabeça já há algum tempo. Não me faz muita mossa, mas é uma questão que gostaria de ver resolvida. Não que a sua resolução traga alguns benefícios de grande relevo ao curso normal das nossas vidinhas, mas acaba por, de alguma forma, nos deixar uma decisão algo pantanosa no momento de escolher e utilizar, no âmbito desta nossa língua riquíssima (expressão que também poderá dar pano para mangas) o género para um género alimentar (cá está, género): tomate.
É mesmo assim. Cada vez que alguém cai, que choca com alguma coisa, que é atropelado, que é atacado por uma caganeira, que vomita por causa da besana, que nos ofende, que é brutalmente espancado, que concorre para professor titular, que falha, por milímetros, a cavidade vaginal com a sua anfractuosidade sexual, num momento de cambio de tercio, ou numa outra situação que implique a mudança brusca de condição física, psicológica ou psíquica dum indivíduo que se encontre nas imediações, nos leva logo a inquirir: “Atão ‘tás mal?”
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